Como Trump está usando a guerra comercial com a china para inflar o mercado acionário americano?

Bruno Nunes
Postado por Bruno Nunes
Categorias Mercado Internacional
Data 01/08/2019
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O prêmio de risco é um prêmio dado à aposta em um cenário futuro que ainda não é certo.

Se você tirar a incerteza do mercado, você acaba com o prêmio e consequentemente com a atratividade de investir em algo.

Como eu acredito que isso esteja sendo usado por Donald Trump para inflar o mercado acionário americano e por quê?

Vamos começar pelo como

A maior ferramenta de Trump para isso, acredito ser a guerra comercial com a China.

Os EUA tem, claramente, maior poder de barganha nessa negociação e poderia forçar uma solução para ela. Por que não o faz?

Porque estaria tirando a incerteza, o prêmio de risco do mercado e então, o combustível para a bolsa continuar subindo se esgotaria.

Parece que Trump e o governo americano estão sentados em cima do mercado, segurando uma cenoura por uma vara curta em sua frente. O mercado continua subindo, indo atrás da cenoura, sem nunca conseguir pega-la.

Agora vamos para o porquê Trump estaria fazendo isso.

A corrida presidencial para as eleições de 2020 já começaram. E para Trump, a saúde econômica dos EUA, é sua maior carta.

E para manter a economia saudável, talvez Trump esteja usando a teoria da reflexividade de George Soros – “A percepção do investidor influencia o ambiente, que ao mesmo tempo, muda a percepção do investidor.”

No caso, a direção do mercado acionário, que mede a saúde das empresas, influencia a economia da mesma forma que a economia influencia o mercado.

Então com a bolsa americana em alta, a confiança continua alta, os investimentos não param, a oferta de emprego continua subindo, ao mesmo tempo que o desemprego cai. Assim, sem gerar inflação.

Sem inflação, as taxas de juros podem continuar baixas e manter a economia a todo vapor.

Aí me pergunto, até quando o mercado vai continuar comprando a resolução pacífica dessa guerra comercial?

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Bruno Nunes
Bruno Nunes
Formado em administração de empresas pela Universidade Estadual de Maringá, MBA em gestão comercial pela FGV e apaixonado pelo mercado financeiro desde 2007. Investidor e swing trader desde 2007, Day trader desde 2014 e Nômade desde 2016.
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